Rio Madeira: 32 embarcações de garimpo ilegal são desativadas em Porto Velho

Garimpo ilegal acontece há década em Rondônia. Quatro pessoas foram detidas.
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Voz da Terra
10 julho 2024
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Balsas de garimpo desativas em Porto Velho (Foto: PF/Ibama)

Redação Voz da Terra
 
Quatro indivíduos foram detidos em flagrante e 32 embarcações foram inutilizadas durante uma operação conjunta contra o garimpo ilegal no rio Madeira, entre os Distritos de São Carlos e Calama, em Porto Velho, na terça-feira (9).

A ação foi conduzida pela Polícia Federal em parceria com o Ibama e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Os vídeos da operação mostram a destruição de uma draga utilizada para garimpo. De acordo com a PF, o objetivo é combater delitos ambientais e a extração irregular de recursos federais.

O garimpo ilegal na Amazônia rondoniense, provoca sérios danos ambientais, sociais e humanos. Causa desmatamento, contaminação dos rios por mercúrio e impactos na biodiversidade e na vida dos seres humanos.

Atividade garimpeira contribui para conflitos territoriais e violações dos direitos de comunidades indígenas e tradicionais. Expõe os garimpeiros a condições de trabalho precárias e perigosas.

O ouro extraído de maneira ilegal da Amazônia frequentemente é contrabandeado para diversos países, movimentando milhões de dólares de maneira ilícita. Essa atividade não só alimenta o mercado negro internacional como também perpetua o ciclo de destruição ambiental e social na região.

Sobre o garimpo

A análise do Amazon Mining Watch revelou que as áreas de garimpo na Amazônia dobraram entre 2019 e 2023, abrangendo cerca de 1,9 milhão de hectares de floresta desmatada. 

A ferramenta utiliza inteligência artificial para identificar áreas de mineração a céu aberto com uma precisão de 99,6% em imagens de satélite. 

A atividade garimpeira está causando uma crise ambiental e social sem precedentes, com a contaminação de rios e comunidades pelo mercúrio. Estima-se que 70% do ouro extraído seja de origem ilegal​.

O garimpo ilegal produz dezenas de toneladas de ouro por ano. O metal é extraído de maneira não regulamentada, sem os devidos cuidados ambientais e sociais.

O valor do ouro pode alcançar bilhões de dólares anualmente. Uma matemática que considera não apenas o preço no mercado internacional, mas também o custo associado ao contrabando e à lavagem de dinheiro envolvidos no comércio ilegal.

O garimpo contribui para o desmatamento da Amazônia, além de contaminar rios e solos com mercúrio, utilizado no processo de purificação do ouro.

As comunidades locais, incluindo povos indígenas, enfrentam consequências negativas, como a invasão de terras, conflitos violentos e a exposição a condições de trabalho perigosas e insalubres.

O ouro extraído ilegal da Amazônia é contrabandeado para países como Estados Unidos, Suíça e Emirados Árabes Unidos. E alimenta o mercado negro global, onde é refinado e reintroduzido no mercado legal, dificultando a rastreabilidade de sua origem ilegal.


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